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Gil lança festival África-Brasil em Salvador

O ministro Gilberto Gil

Artistas como Cezária Évora, de Cabo Verde, o angolano Paulo Flores, Carlinhos Brown e MVBill, participam do 1.ª Festival África-Brasil

Biaggio Talento

   Salvador - Um encontro musical entre a África inglesa e Portuguesa, com a negritude brasileira. O 1.ª Festival África-Brasil foi lançado em Salvador, pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, com a proposta de se tornar mais uma ponte da política de integração entre o Brasil e os países africanos, reunindo durante três dias na capital baiana artistas como Cezária Évora, de Cabo Verde, a sul-africana Miriam Makeba, o angolano Paulo Flores e os brasileiros Carlinhos Brown e MVBill.

   “É a integração das diversidades. São artistas que vão trazer, não apenas impressões culturais, mas também econômicas e sociais, sobre a realidade de sua gente”, disse o ministro. O festival vai ser realizado no período de 18 a 20 de novembro, integrando as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra, numa das maiores áreas de show da capital baiana, o Parque de Exposições, que tem a capacidade para 100 mil pessoas. A entrada será gratuita e a programação inclui também os sul-africanos Luke Dube, Ladysmith Balck Manbazo, o grupo angolano Banda maravilha e as cantoras baianas Margareth Menezes e Daniela Mercury.

   O palco do África-Brasil vai ser o cenário para a última apresentação da sul-africana Miriam Makeba, o maior nome da música em seu país, que já havia anunciado o encerramento da sua carreira, mas decidiu aceitar o convite de vir cantar no Brasil, que visitou na década de 60, no auge do sucesso Pata Pata. Ela quer agora se dedicar à diplomacia humanitária e cultural, como embaixadora da Boa Vontade Da ONU e Embaixadora Cultural da África do Sul. A proposta do Ministério da Cultura é fazer do África-Brasil um evento anual, permitindo o que o ministro Gil denominou como um rodízio de diversidades, para que a cada ano nomes representativo da música de outros países africanos e outros artistas brasileiros estejam presentes no Festival, que poderá também passar a ser realizado sempre em uma capital diferente. “É importante que o primeiro festival aconteça em Salvador, porque a cidade é o símbolo da matriz negra do Brasil” disse Gil.

(© estadao.com.br)

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