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Publius
Vergilius/Folha Imagem
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A escritora Zélia Gattai |
A escritora Zélia Gattai, 90, teve alta médica do
Hospital da Bahia, em Salvador (BA), às 10h30 deste sábado. A paulistana
estava internada desde quinta-feira (27) com dor no peito e pressão arterial
alta. Antes Zélia recebera autorização médica para caminhar pelo hospital.
Segundo informações do hospital, a viúva de Jorge Amado (1912-2001) foi
direto para sua casa acompanhada apenas pela nora e por um motorista.
Anteontem, ela foi submetida a exames (raio-x e tomografia computadorizada)
e medicada com antiinflamatório e analgésico, para controlar a dor no peito
causada por uma queda sofrida na última segunda-feira (24).
Memorialista, romancista e fotógrafa, a paulistana Zélia Gattai Amado, 90, é
viúva do escritor Jorge Amado, que morreu em agosto de 2001. A escritora
tomou posse da cadeira nº 23 da ABL (Academia Brasileira de Letras) em maio
de 2002.
Zélia foi eleita para ocupar a cadeira de Jorge Amado na ABL, que também já
tinha sido ocupada por Machado de Assis.
(©
Folha Online)
Saiba mais sobre a escritora paulistana Zélia Gattai
da Folha Online
A memorialista, romancista e fotógrafa paulistana Zélia Gattai Amado, 90, é
viúva do escritor Jorge Amado, que morreu em agosto de 2001. Os dois se
conheceram em 1945, quando trabalharam juntos no movimento pela anistia dos
presos políticos. Durante anos, Zélia datilografou os textos originais do
marido.
Filha de imigrantes italianos, a escritora nasceu em 2 de julho de 1916, na
capital de São Paulo, onde viveu toda a sua infância e adolescência.
Zélia participava com a família do movimento político-operário que tinha
lugar entre os imigrantes italianos, espanhóis, portugueses no início do
século 20.
Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias. O livro de estréia,
"Anarquistas, Graças a Deus", já acumulava mais de 200 mil exemplares
vendidos no Brasil ao completar 20 anos de sua primeira edição. Alguns de
seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o
alemão e o russo.
A escritora tomou posse da cadeira nº 23 da ABL (Academia Brasileira de
Letras) em maio de 2002, lembrando a trajetória pessoal e profissional do
marido. Zélia foi eleita para ocupar a cadeira de Jorge Amado na ABL, que
também já tinha sido ocupada por Machado de Assis.
Em seu discurso de posse, que durou cerca de uma hora, Zélia falou de sua
infância, das obras de Jorge e da amizade de seu marido com o político
baiano Antônio Carlos Magalhães.
Em sua obra "Vacina de Sapo", a autora lembra sua relação de 56 anos com o
marido, em especial o período final em que o escritor estava com a saúde
debilitada e recebeu visitas de curandeiros --como a de um índio da
Amazônia, que recorreu a uma terapia alternativa, episódio que dá título ao
livro.
(©
Folha Online)
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