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11/06/2008
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Caymmi encontra Zélia
Gattai no Palácio de Ondina (na foto abaixo) e
depois foi receber, emocionado, o Prêmio Jorge Amado (acima) |
Marcia GomesO cantor e
compositor Dorival Caymmi foi aplaudido de pé quando recebeu das mãos da
amiga Zélia Gattai o Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura e Arte, no
Teatro Castro Alves, na noite desta quinta-feira, data de nascimento do
escritor baiano.
Sem pisar em Salvador há 11 anos, Dorival foi auxiliado pelo filho Danilo
Caymmi, que o acompanhou até o palco e agradeceu, em nome de toda a família,
a premiação. Do palco, o filho do "Buda Nagô" puxou “Canção da Partida”, que
foi acompanhada pelo pai e, em coro, pelo público que lotou o TCA.
Entre as pessoas que foram assistir a cerimônia de entrega da quinta edição
do Jorge Amado, o músico Moraes Moreira, o artista Mário Cravo, a cantora
Margareth Menezes e o governador do Estado, Paulo Souto.
A noite de premiação contou ainda com a performance teatral "Histórias de
Jorge Amado", texto extraído do livro "Navegação de Cabotagem"; com os
atores Yumara Rodrigues e Gideon Rosa; a Orquestra Sinfônica da Bahia, com
regência do maestro suiço Olivier Cuendet, Edino Krieger e "Caymminianas",
uma seleção de músicas de Dorival Caymmi com arranjos de Cyro Pereira, e o
Coro do Teatro Castro Alves, sob a regência do maestro Ângelo Rafael
Fonseca.
O Prêmio, no valor de R$100 mil líquidos, é patrocinado pelo Governo do
Estado da Bahia, através da Secretaria da Cultura e Turismo. O Jorge Amado
já premiou Ariano Suassuna [literatura], Cleide Yacones [teatro], Edino
Krieger [música erudita] e Maria Gidali [dança].
(©
A Tarde)
Caymmi se emociona ao retornar a Salvador após 11 anos
Luisa Torreão, do A Tarde
"Foi uma emoção de tremer“, assim Dorival Caymmi definiu o que sentiu ao
levantar na manhã desta quinta-feira, 10, em Salvador e ver o mar, pela
primeira vez em 11 anos. Ele ainda fez questão de dizer que acordou cedo
para despertar junto com a sua “cidade querida“.
A felicidade esteve estampada no rosto do baiano durante todo o dia, marcado
por compromissos e a entrega do Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura e
Arte, às 20 horas, no Teatro Castro Alves.
Aos 92 anos, o cantor está debilitado pela idade, fala baixo e ouve com
alguma dificuldade, mas não perdeu a alegria. Acompanhado nesta viagem pelo
filho Danilo Caymmi e seis netos - Stella, Denise, Alice, João Victor,
Juliana e Gabriel - ele passou a manhã no quarto do hotel onde está
hospedado, saindo apenas para o almoço agendado.
Em cadeira de rodas, Caymmi desceu ao lobby e posou para fotos, afirmando
que tem muita vontade de visitar o Bonfim, a Pituba e Itapuã, além dos
lugares onde morou, como a Ladeira do Carmo e o Barbalho.
(©
A Tarde)
É doce voltar à Bahia
Heliana Frazão
SALVADOR. O Teatro Castro Alves estendeu tapete vermelho na noite de ontem para saudar o compositor Dorival Caymmi, de 92 anos, que há pelo menos 11 anos não retornava à terra natal. Caymmi voltou à Bahia na condição de vencedor da edição 2006 do Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura e Arte, que este ano foi dedicado à música popular brasileira.
Ele foi escolhido por unanimidade numa lista que incluía Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Milton Nascimento, João Gilberto e Roberto Carlos. Foi o primeiro baiano laureado com o prêmio, que homenageia outro baiano ilustre, o escritor Jorge Amado.
Estou muito feliz com o prêmio, sobretudo porque carrega o nome de meu querido Jorge Amado — disse Caymmi, que viajou acompanhado de filhos e netos, mas sem a mulher, dona Stella Maris, que tem “pavor de avião”.
Caymmi recebeu R$ 100 mil, um dos maiores prêmios individuais do país na cultura. Ele afirmou que vai guardar o dinheiro.
— Estão comigo o respeito, o amor e a devoção que o povo de coração bom me dá, assim como aqueles que vêem a Bahia como o coração do Brasil. Bahia que eu não tenho nenhuma razão, ou condição, de esquecer — disse o compositor, que almoçou com o governador Paulo Souto no Palácio de Ondina.
Caymmi e Jorge Amado eram amigos e parceiros musicais: a canção “É doce morrer no mar” foi inspirada em uma cena de “Mar Morto”, romance de Jorge Amado.
(©
O Globo)
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(arquivo NordesteWeb)
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