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11/06/2008
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Obra de Cavalcanti:
Delírio, P.A, 1999
Água forte, água tinta sobre papel Hannemüller.
46 x 64 cm |
DA SUCURSAL DO RIO
O artista plástico Newton Cavalcanti morreu no sábado, aos 76 anos, em
Santa Teresa (Rio). Ele teve insuficiência respiratória, e foi enterrado
ontem no cemitério São João Batista, em Botafogo. Era viúvo e tinha uma
filha.
Cavalcanti nasceu em Bom Conselho (PE). Pintor, gravador e escultor,
estudou gravura com Oswaldo Goeldi, na Escola de Belas Artes da Universidade
Federal do Rio. Expôs em vários museus brasileiros e de cidades como
Barcelona, Londres, Estocolmo e Tóquio. Participou de bienais em Paris e em
Trieste (Itália).
Um dos mais importantes gravadores brasileiros, Cavalcanti conquistou,
entre outros prêmios, um no Salão Nacional de Arte Moderna, em 1963. Ele foi
tema de dois filmes.
(©
Folha de S. Paulo)
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Pintor, gravador e escultor,
nasceu em Bom Conselho, Pernambuco, a 20 de junho de 1930. Cursou
Pintura na Escola Nacional de Belas Artes, da Universidade Federal
do Rio de Janeiro – UFRJ, 1954. Estudou também Gravura, com Oswaldo
Goeldi, 1955; Escultura com Zaco Paraná, 1954 e realizou outros
cursos no Liceu de Artes e Ofícios, 1954. Foi professor de Gravura
no Centro Educacional de Niterói, 1960/1983, na Universidade de
Brasília – UnB, 1966 e no Palácio do Ingá – Niterói, 1978. Criou
cartazes para o cenário da ópera "O Barbeiro de Sevilha", no Teatro
Municipal do Rio de Janeiro, 1983 e ilustrações para as revistas
A Cigarra e Senhor, 1961. Possui um painel exposto no
Centro Pró-Memória da Constituinte - RJ. Realizou, ainda,
ambientação e esculturas para os filmes Amor, Carnaval e Sonhos,
1972 e Anchieta, José do Brasil, 1977, ambos de Paulo César
Sarraceni.
Conquistou o prêmio de Jovem Gravura Brasileira, no Museu de Arte
Contemporânea de São Paulo, 1964; o prêmio do Salão de Abril, no
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1965 e, ainda, no Salão
Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro; o prêmio de viagem ao
Brasil, 1964 e ao exterior, 1972.
Realizou exposições individuais no Museu de Arte Moderna de
Florianápolis, 1959, na Petite Galerie – RJ, 1969; no Museu Nacional
de Belas Artes do Rio de Janeiro, 1973/1985; The Canning House
Gallery – Inglaterra, 1975; na Galeria César Ache – RJ, 1977; no
Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, 1981 e na Galeria Ana Maria
Niemeyer – RJ, 1986, entre outras.
Entre as diversas exposições coletivas das quais participou,
destacam-se: Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1956/1972;
Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, 1966; Parque Lage – RJ,
1984/1985/1989/1992; Fundação Cultural de Curitiba, 1989 e Museu do
Ingá, 1990. Participou também de várias edições da Bienal de São
Paulo, 1963/1965/1966/1969/1985; da Bienal de Paris, 1963; da
Trienal de Xilografia Contemporânea – Itália, 1969/1972 e da I
Bienal Latino Americana de São Paulo, 1976.
Fazem referência a sua obra, o curta-metragem Newton Cavalcanti –
Um artista brasileiro de Mário Carneiro e Vitor Lustosa, 1973 e
o documentário Newton Cavalcanti Quadro a Quadro, de Paulo
César Sarraceni, 1983.
Fonte: Niteroi Arte Hoje
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(arquivo NordesteWeb)
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