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09/07/2001 Poeta do Azul dá cor para antologias SCHNEIDER CARPEGGIANI O ano de 2001 tem sido grato à memória de um dos mais populares poetas pernambucanos, Carlos Pena Filho. Seu nome e seus versos já foram requeridos para duas coletâneas de os melhores poetas do século 20. Um alento para os admiradores dos versos do famoso Soneto do desmantelo azul, incluído na sua primeira e única coletânea de poemas publicada em vida quase de forma premonitória intitulada de Livro Geral lançada em 1959, pela editora carioca São José. No Livro Geral, o Poeta do Azul pintou em versos seu amor ao Recife e à esposa, que atualmente são quase de domínio público. Exemplo: Então, pintei de azul meus sapatos/ por não poder pintar as ruas,/ depois, vesti meus gestos insensatos/ E colori, as minhas mãos e as tuas, escreveu no célebre soneto. No dia 1 de julho do ano seguinte, o poeta e jornalista era répórter do Jornal do Commercio morreu em um acidente automobilístico, aos 30 anos. Cerrado seu destino, a obra se mostrou forte o suficiente manter sua popularidade no passar dos anos apesar de um detalhe: depois da primeira edição carioca, o Livro Geral passou quase quatro décadas sem ser publicado, o que só voltou a ocorrer em 99, nas comemorações pela passagem de seus 70 anos. Quase toda semana, as pessoas me pediam para tirar xerox do livro ou mesmo o próprio livro. Algumas diziam que haviam comprado o Livro Geral por até R$ 300 nos sebos, por isso decidi reeditá-lo, afirmou a viúva de Carlos Pena Filho, Tânia Carneiro Leão, detentora dos seus direitos autorais. (Jornal do Commercio)
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