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18/10/2001 Caetano Veloso e Maria Bethânia vão ganhar museu na Bahia Acervo familiar e artístico dos irmãos será reunido em casarão do século 18, em Santo Amaro, na Bahia LUIZ FRANCISCO Doado especificamente para esse fim à família Veloso pela advogada Lucília Libório Trzan, 60, proprietária do Solar Paraíso (nome do imóvel), o casarão já foi totalmente restaurado pelo empresário Antonio Ermírio de Moraes. "Agora precisamos adaptar o casarão às características de um museu", disse a advogada, que também preside o conselho consultivo do museu. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), o imóvel tem cerca de 1.400 metros quadrados. De acordo com Trzan, alguns empresários já foram contatados para financiar a etapa final da obra que consiste em adaptações de alguns cômodos. "Pretendemos inaugurar o museu antes do final do ano", acrescentou. Pelo projeto original, o térreo do casarão será destinado exclusivamente a abrigar o acervo dos artistas. Já o segundo andar do prédio vai funcionar para eventos e exposições. Será possível encontrar raridades até então nunca reunidas. No caso de Caetano Veloso, deverão ser expostos no museu os primeiros rascunhos de quase todas as suas composições, desenhos feitos pelo artista na juventude, críticas de filmes, cartas enviadas à família e aos amigos quando estava no exílio, redações escolares, fotografias de suas primeiras apresentações e roupas usadas em shows na década de 60. Em uma carta, o compositor baiano narra o seu primeiro contato com uma escada rolante. "Anteontem fomos à Sears [antiga loja de departamentos", onde tem a tal escada que sobe com agente (sic). Subi nela, quando cheguei ao primeiro andar, encontrei outra..." Sobre Maria Bethânia serão expostos programas que marcaram as suas primeiras apresentações em Salvador e no Rio de Janeiro, roupas, capas originais dos discos, troféus, medalhas e críticas. Segundo Mabel Veloso, 60, irmã do compositor, os
primeiros trabalhos e publicações de Caetano Veloso e Maria Bethânia foram catalogados
e guardados por seu pai, José Telles Veloso, morto em dezembro de 83. Entusiasmada com a idéia do museu está dona Canô Veloso, 94, a matriarca da família. "Com a inauguração do museu, certamente vão aparecer outros documentos. O que nós queremos é reunir todo este acervo e deixar para a posteridade", disse. (© Folha de S. Paulo) Com relação a este tema, veja também: |
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