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25/10/2003
Serão recuperadas 25 telas do paisagista pernambucano e mais 15 pinturas, 40 gravuras e aquarelas em papel do seu acervo, até a inauguração do espaço GEISA AGRICIO Dentro dos projetos de reformulação do Museu do Estado, que até novembro passa por uma reforma estrutural, 80 obras iconográficas estão sendo restauradas. A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco convidou, então, o conceituado restaurador paulista Raul Carvalho para coordenar a equipe pernambucana responsável pela reintegração das peças do acervo do museu. 40 pinturas e mais 40 gravuras e aquarelas em papel serão totalmente recuperadas até a inauguração do novo espaço no dia 20 do próximo mês, junto com a exposição de João Câmara. Carvalho e equipe estão restaurando no momento 25 telas do pernambucano Telles Júnior, um dos maiores paisagistas da arte pernambucana, datadas entre a passagem do século 19 ao 20. As telas de Telles Júnior exigem um trabalho técnico minucioso não só pelos mais de cem anos de existência, mas pelo excesso de retoques em outras décadas. Algumas obras chegaram a ser restauradas quatro vezes, o que dificulta o trabalho de alcance ao aspecto original. Outras ofereceram dificuldade de restauro propriamente pelo péssimo estado de conservação. Entre as demais pinturas a serem restauradas encontra-se obras de Cícero Dias, Lula Cardoso Aires, Chamberlland, Antônio Parreiras e Walfrido Mauricea. A restauração de gravuras e aquarelas incluem de obras como O Panorama do Recife, de Frederick Hagedorn, de 1909, a peças do século 17, produzidas durante o período holandês. A mostra das obras restauradas ficará em cartaz no prédio anexo reformado até março de 2004 e depois deve seguir em exposição permanente dentro do casarão. “Sinto me grato pelo convite de resgatar a obra de Telles Jr., que teve tamanha relevância artística no registro histórico do Nordeste, mas o mais importante desse trabalho está sendo a oportunidade de dar o ponta pé inicial no processo de manutenção do vasto acervo do Museu do Estado.” Carvalho, que trabalha na Pinacoteca do Estado de São Paulo e coordenou a conservação das peças durante a megaexposição sobre a China, realizada em São Paulo no ano passado, argumenta que considerando o volume de 12 mil peças – um dos maiores do país – do Museu do Estado, a restauração de 80 obras ainda é mínima, mas espera que esse seja apenas o início do processo de valorização do material da instituição e que outras coleções futuramente. A presença do restaurador não só permitiu um intercâmbio de técnicas como permitiu aos profissionais locais um novo ânimo para dar continuidade ao projeto de restauração depois da exposição. Através de um convênio com a Fundação Joaquim Nabuco, a equipe de restauração do Museu do Estado está alocada para esse programa no Laborarte do Museu do Homem do Nordeste. “Foi uma ótima experiência, nos abriu a cabeça para tentarmos mais convênios e conquistar mais espaço para o trabalho de restauração. Por ser um trabalho importante, mas que ninguém, tanto público quanto autoridades esquecem o valor da preservação de patrimônio. Depois da reforma, a equipe do aspira a um laboratório próprio, já que no momento utilizam o Laborarte da Fundação Joaquim Nabuco, e fechar um convênio com o Museu do Índio (RJ).
(©
Jornal do Commercio-PE)
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