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Ceará: dança na fronteira

03/11/2003

IV Bienal de Dança. Somente em Fortaleza, serão 22 apresentações. E a Bienal vai a Sobral, Quixadá, Icapuí e Paracuru

   A quarta edição da Bienal de Dança do Ceará tem sotaque francês. De terça a domingo, companhias francesas e brasileiras trocam experiências, rediscutem conceitos, detalham o processo criativo. E se revezam nos palcos. São 22 espetáculos em 31 apresentações. Há ainda o Festival Hip Hop, maracatus ao som da Orquestra Eleazar de Carvalho, reisado e a mostra Risco Inicial - experimentos coreográficos de cinco cearenses.

   A Bienal ocupa vários palcos, em diferentes horários: Centro de Convenções Édson Queiroz, Teatro Boca Rica, Theatro José de Alencar, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Conjunto Palmeiras.

   O movimento começa cedo. De manhã, acontecem oficinas no Theatro José de Alencar. No período da tarde, estão previstos mesas redondas, palestras e uma mostra de vídeo no Alpendre - Casa de Arte, Pesquisa e Produção.

   ''Não queremos ser uma mera vitrina de espetáculos. As residências permitem o encontro entre nossos bailarinos e importantes coreógrafos, permite o intercâmbio. A intensão é investir num processo formativo, mais consistente'', explica Ernesto Gadelha, um dos curadores.

   A abertura oficial da Bienal acontece na terça, dia 4. O francês Alain Buffard apresenta Good Boy, somente para convidados, no Teatro Dragão do Mar, às 18h30. Logo mais, às 20h30, a companhia de Gilles Jobin sobe ao palco do Centro de Convenções com o espetáculo The Moebius Strip.

   ''A França é o berço da dança contemporânea. Não é por acaso que estamos estreitando essa parceria. Passará por aqui os principais nomes: Rachid Ouramdane, Alain Buffard, Régine Chopinot, Julie Nioche e Maguy Marin - precursora desse movimento'', explica o produtor David Linhares.

   Em Fortaleza, Maguy Marin e seu grupo apresentam May B. O trabalho, inspirado em escritos de Samuel Beckett e montado pela primeira vez em 1981, transita no limite entre a dança e o teatro. ''É uma grande obra que se tornou atemporal'', define Ernesto Gadelha.

   Entre as atrações nacionais haverá cinco espetáculos cearenses e cinco de outros Estados - dois trabalhos de São Paulo, um Minas Gerais e dois de Pernambuco. Contabilize como pernambucano a performance Versão: ao vivo, que o dinamarquês Peter Dietz, radicado em Recife, fará ao lado do pernambucano DJ Dolores.

   O interior do Ceará também terá a oportunidade de conferir parte da programação. Em Sobral, acontecem quatro espetáculos no palco armado em frente ao Arco Nossa Senhora de Fátima (mais conhecido como Arco do Triunfo) e três oficinas.

   ''Na edição passada tivemos a oportunidade de fazer dois dias em Sobral. Foi um sucesso. A cada noite, 10 mil pessoas assistiram as apresentações. E antes as pessoas comentavam que o público não iria gostar de dança contemporânea. Gostou e se emocionou. O Interior não merece só banda de forró, também quer ter oportunidade de ver espetáculos de dança'', defende David Linhares.

   Esse ano, a Bienal caminha ainda mais. Vai para Quixadá, Paracuru e Icapuí. Nesse primeiro município, acontecem três apresentações, em dois dias. Em Paracuru, duas companhias mostram seus trabalhos no sábado à noite, véspera da Regata das Jangadas que reúne centenas de pescadores no município. Em Icapuí, apenas um espetáculo, no domingo.

   David afirma que a intenção era levar as companhias européias para o Interior mas não há espaços adequados. Faltam teatros. ''Isso limita muito. Quem sabe daqui há dois anos...''. (Sílvia Bessa)

O Povo/NoOlhar.com.br)


Ceará em movimento

   Cinco espetáculos cearenses foram selecionados para esta edição da Bienal. Estão embaralhados na programação entre convidados de longeCinco espetáculos cearenses foram selecionados para esta edição da Bienal. Estão embaralhados na programação entre convidados de longe. Apenas um ainda não esteve em cartaz em Fortaleza. MC+Hum Um Canto pro Nobis, de Carlos Santos, fez ensaios abertos no Café com Dança, que acontece às terças no Alpendre. Mas a estréia só mesmo na quarta-feira, às 18h30, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

   O trabalho está entre o teatro e a dança. Reflexo da formação do bailarino. ''Venho do balé clássico, passei pela dança contemporânea, estudei teatro com Ney Latorraca e Antunes Filho. Uso também outras ferramentas. Já tive contato com artes plásticas'', explica. O trabalho ainda utiliza imagens captadas pelo videomaker Raimundo Mota.

   Outro espetáculo que utiliza de vídeo em cena é Espaço Vazio, de Edvan Monteiro e Ariadne Filipe. ''O espetáculo fala dos vazios do cotidiano na relação de um casal. Os vazios de sentimentos, de pensamento, que são preenchidos com movimento, música. Nos utilizamos de recurso multimídia pra dar uma sensação de inversão do espaço. A imagem é captada ao vivo e projetada de ponta cabeça num telão. Propomos também outras inversões, mexemos com a idéia de começo e fim'', ela diz.

   Ele avalia a importância de estar em uma Bienal: ''Pensamos esse trabalho para apresentar na Bienal. A gente queria ter alguma coisa nova, uma proposta super-contemporânea para mostrar. Porque a Bienal é espaço para a troca de experiências com profissionais do Brasil, de outros países. É bom que a gente tenha essa exigência: ter um bom material, bem acabado''.

   ''É uma oportunidade fundamental para coreógrafos ter contato com pessoas de fora. Essa discussão estética é importante. Mas a Bienal é mais que isso. É o espaço para encontrar a classe e discutir questões políticas. Acho que passamos por um momento difícil e precisamos estar articulados'', acredita Fauller, que no sábado apresenta De-Vir.

   O espetáculo, trabalho de conclusão do curso no extinto Colégio de Dança, estreou em dezembro de 2002 com apenas 20 minutos. Voltou aos palcos em agosto, maior. ''A partir de algumas leituras, reflito em cena o corpo, a naturalidade orgânica, até que grau de deformação ainda reconhecemos um corpo como humano'', define.

   Mangue, memórias da pele, companhia Vidança, tenta capturar o corpo, o gesto das marisqueiras e dos pescadores de caranguejo do litoral cearense. ''Passamos um mês em Fortim fazendo o trabalho de pesquisa. Nos utilizamos também do repertório dos nossos bailarinos que vivem numa área de mangue - a comunidade de Vila Velha, na Barra do Ceará'', explica a coreógrafa Anália Timbó.

   Ela conta que Memórias de pele recebeu em 2002 foi montado graças aos recursos do prêmio EnCena Brasil, concedido pelo Ministério da Cultura e Funart, passou 15 dias em cartaz no Centro Dragão do Mar e não conseguiu voltar ao palco. ''A Bienal vai ser uma oportunidade para mostrarmos nosso trabalho'', acredita.

   Bagaceira, a Dança dos Orixás também foi premiado pelo EnCena Brasil na categoria circulação. O trabalho da Cia. Vatá é resultado da pesquisa desenvolvida pela bailarina e coreógrafa Valéria Pinheiro sobre ritmos e manifestações tradicionais brasileiras, em especial a nordestina.

   ''Usamos como suporte a técnica da dança contemporânea, mas toda a composição coreográfica está calcada nos signos e movimentos das danças dos Orixás oriundas das nações africanas'', explica Valéria. (SB)

O Povo/NoOlhar.com.br)


Articulação e qualidade para não dançar

Pensamento crítico e trânsito livre entre os principais eventos de dança no Brasil e exterior. Pesquisadora e crítica de dança do jornal O Estado de São Paulo, Helena Katz é uma das palestrantes convidadas para a IV Bienal de Dança do Ceará. Em pauta, políticas públicas para o segmento e a crescente articulação da classe

Ethel de Paula
da Redação

   Para a crítica de dança e professora do programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, Helena Katz, tão importante quanto a Bienal de Dança do Ceará e o nível de excelência das companhias convidadas são os resíduos deixados ao longo do encontro. Ela defende que, ao término do evento, a dança local vislumbre novos caminhos de fomento e circulação, que deverão ser trilhados até a próxima edição. Próximo sábado, dia 8, de 14h às 17h, ela estará no Alpendre - Casa de Arte, Cultura e Produção para falar sobre políticas públicas para a dança, estimulando a flagrante articulação da classe, que já conquistou vitórias, mas ainda é pouco lembrada na hora da partilha do bolo orçamentário dos governos federal, estadual e municipal.

   Em dia com as discussões políticas em torno das leis de incentivo fiscal à Cultura, a pesquisadora não engrossa o coro dos defensores febris do mecanismo. Para ela, os governos devem reativar seus fundos e incluir a dança no orçamento da pasta. Assim, à revelia de quem assuma o secretariado, o trabalho de profissionais e companhias estará resguardado. Exceção à regra em meio à crise do jornalismo cultural, que já não investe em quadros fixos de críticos de arte, a crítica de dança do Estadão também não vê com bons olhos a pulverização de recursos públicos da Cultura entre artistas e arte-educadores. Enfática, cresce a voz ao telefone quando trata do terceiro setor e programas que utilizam a arte para educar. ''Arte-educação é com o Ministério da Educação. Arte é com o Ministério da Cultura. Isso tem que ficar claro de uma vez por todas'', sustenta.

O Povo/NoOlhar.com.br)


Idéias e movimento

Palco para a dança contemporânea. Começa, na próxima terça-feira, a quarta edição da Bienal de Dança do Ceará. Bailarinos e coreógrafos colocam em discussão o tempo, os limites da arte, o diálogo com diferentes linguagens, a busca de um novo repertório

Sílvia Bessa
da Redação

   A Bienal de Dança do Ceará chega a sua quarta edição se consolidando como espaço para a dança contemporânea. O evento, que foi aberto em 1997 com apresentação do balé Paquita, traz agora a vanguarda francesa. Além de diferentes experiências brasileiras.

   ''A Bienal tem a proposta de sedimentar informações, fomentar a discussão. Era natural então a opção de se aproximar da dança contemporânea. Se o clássico é uma técnica cristalizada, o contemporâneo está em permanente construção, não é uma arte formalista. Há uma maior possibilidade de invenção e, por isso mesmo, é o lugar do debate'', explica Ernesto Gadelha, bailarino e um dos curadores.

   Assim, as companhias mostram no palco (em alguns casos fora dele) questões que têm interessado as artes de uma forma geral. Muitos dos trabalhos, por exemplo, transitam no limite do que é a dança, dialogam com outras linguagens.

   O bailarino francês Rachid Ourandame pesquisa a fusão da dança com o vídeo e outras tecnologias. No espetáculo Au Bord des Métaphores, os corpos estão presentes, simultaneamente, no palco e na tela. As imagens são alteradas por programas de computador, câmeras infravermelhas e de vigilância.

   Maguy Marin apresenta um trabalho essencialmente teatral. A obra May B é baseada nos escritos de Samuel Beckett. ''A questão, para nós, era menos desenvolver palavras e falas do que uma forma ampliada de movimento, procurando o ponto de encontro entre, o movimento aplicado ao teatro, de um lado, e a dança e a linguagem coreográfica do outro'', explica a francesa.

   O dinamarquês radicado em Recife, Peter Dietz, trabalha com improvisação em Versão: Ao Vivo. ''Não trago histórias porque acho que o corpo tem o suficiente para dizer, quando os sentidos estão abertos. Não decoro frases de movimento. Não que seja contra. Mas porque não optei por isso'', diz.

   Espontâneo, sim. Aleatório, não. Peter conta que é preciso muita técnica para jogar-se em cena: ''A improvisação é sempre um risco. Nunca sei ao certo como será. Você mostra sua fraqueza, está mais exposto. Preciso estar preparando e atento para estar o tempo inteiro decidindo o que fazer''.

   O espetáculo Artérias.2, do Núcleo Artéria, também trabalha com um pouco de improvisação. ''Há um roteiro mas os bailarinos têm uma certa liberdade de escolha em cena. Há um repertório que pode ser utilizado. É como na vida: há um caminho a seguir, mas dentro dele você pode fazer algumas escolhas. É um pouco essa maneira de estar no mundo'', explica a coreógrafa Adriana Grechi.

   Uma das marcas da companhia é investigar o potencial de cada bailarino, as possibilidades de cada um dos corpos. Adriana afirma que não há um modelo externo que deve ser seguido. O coreógrafo não cria padrões de movimentos e os bailarinos executam à exaustão até atingir o que se pede. Eles são co-criadores.

   Gilles Jobin também aposta no fim da ''tirania'' de determinados modelos e técnicas corporais. ''Ele busca um repertório de movimentos que a gente freqüentemente não entende como dança. É bem diferente do que estamos acostumados a ver. Ele de certa forma nega os movimentos formais'', avalia Ernesto Gadelha.

   Outra questão discutida no trabalho de Gilles Jobin é o tempo. ''Mexo um pouco com o sentido do tempo, com a lentidão, com o desenvolvimento das coisas. A intensão é suspender um pouco o tempo'', disse ele, em entrevista ao Vida & Arte, quando esteve em Fortaleza em setembro último.

   Sônia Sobral, gerente do setor de artes cênicas do Itaú Cultural, destaca a importância da Bienal de Dança do Ceará. ''É fundamental a existência e a repetição de atividades como essa. Insisto na repetição, sem ela as coisas acontecem e se perdem em seguida. Claro que já havia uma fertilidade, um campo propício aí no Estado, mas a Bienal ajudou a consolidar a produção de dança no Ceará, ao lado do (extinto) Colégio de Direção, do Centro Dragão do Mar e do Alpendre. Hoje, Fortaleza e Salvador são os dois grandes campos da dança no Nordeste''.

O Povo/NoOlhar.com.br)


ARTIGO
O que pode a dança

Intercâmbio, interiorização, formação de platéia, estímulo à circulação e reflexão sobre a produção de dança. Necessidades que levaram um grupo de bailarinos e produtores culturais a promover a Bienal de Dança do Ceará, em 1997, e chega agora à quarta edição provocando novas discussões

Rosa Primo e Andréa Bardawil
Especial para O POVO

   Desde o início da década de 1990, a dança em Fortaleza pulsava por criação e experimentação. Contudo, faltava a ela perguntar-se sobre si mesma. Tal indagação só ocorreu em 1997, quando foi atravessada por uma série de vetores intensivos - tecnológicos, políticos, culturais, econômicos - agenciados pela I Bienal de Dança do Ceará. Intercâmbio, interiorização, troca de experiência, formação de platéia, estímulo à circulação de espetáculos e à reflexão sobre a produção atual da dança, sempre foram os eixos em torno dos quais a Bienal moveu-se. Trata-se de um acontecimento que produz sentidos e desdobra-os, tornando o instante sempre divisível.

   Em 1997, a dança no Brasil viveu momentos de turbulência, sobretudo depois que o então ministro da cultura, Francisco Weffort, declarou, em São Paulo, a falta de organização da classe como motivo principal da ausência de incentivos e oportunidades para a dança. A partir daí, os bailarinos, coreógrafos, educadores, pesquisadores e críticos de dança passaram a se reunir em assembléias e comitês.

   O discurso do ministro, embora não tivesse chegado ao conhecimento dos bailarinos cearenses naquele momento, apontava para uma ação que já se iniciava em Fortaleza: a organização dos profissionais de dança. Nascida na esteira da I Bienal, a Comissão de Dança do Ceará evidenciou esse processo de articulação e força política, indicando a eclosão de uma nova sensibilidade, povoada e direcionada à invenção, criação e diferença.

   Impulsionado por esses fluxos, o cenário da dança em Fortaleza mudou consideravelmente: a implantação do Colégio de Dança do Ceará, que funcionou ininterruptamente durante quatro anos e que deve ganhar um formato de curso técnico em 2004, através do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, contribui decisivamente para formação de um novo perfil de bailarino, inventivo, criador e intérprete; o projeto Quinta com Dança, que surgiu para garantir um trabalho de formação de platéia permanente e uma vitrine para a produção local, tem sido um espaço de visibilidade para experimentações em dança; as pesquisas estéticas, que passaram a ter nova consistência, estão tangenciando outras linguagens, como o vídeo e as artes plásticas; a produção local, que foi renovada, abrindo espaços para novos coreógrafos e companhias, vem alargando as reflexões sobre a dança contemporânea e redimensionando a complexidade no trânsito dessas reflexões.

   Hoje, a dança cearense não só pergunta-se sobre si mesma, mas busca problematizar os acontecimentos. As imagens em movimento que habitam nossas questões não estão mais só nas telas de cinema. Num corpo que se mexe, várias idéias são sacudidas. O movimento das idéias, dos conceitos e principalmente dos pré-conceitos é o que se espera a partir do movimento dos corpos. Espetáculos contundentes chegam para nos provocar; e a IV Bienal de Dança é mais um desses instantes divisíveis.

   Mais uma vez somos atingidos não pelo o que a dança é, ou pelo o que ela não é. Somos levados de imediato à pergunta: o que é a dança? E nela permanecemos. Não em estado de contemplação passiva, mas instigados a captar tendências e/ou vetores intensivos que, ressoando no corpo, fustiguem, inquietem, pedindo passagem a formas outras de concreção e consistência. Numa palavra: trata-se de perguntar sobre o que se passa a fim de poder estimar o que pode (o corpo/ pensamento) a dança em nossa realidade, em nossa (in)atualidade. Trata-se de um acontecimento.

Rosa Primo é jornalista e bailarina. Andréa Bardawil é coreógrafa. As duas são curadoras da IV Bienal de Dança do Ceará

O Povo/NoOlhar.com.br)


Programação em Fortaleza

TERÇA - 04/11
18h30 - Good Boy, de Alain Buffard (França)
Local: Teatro Dragão do Mar
20h30 - Solenidade de Abertura
Local: Centro de Convenções
21h30 - The Moebius Strip, de Gilles Jobin (Suíça)
Local: Centro de Convenções

QUARTA - 05/11
9 às 11h - Oficina Conscientização Corporal com Alongamento, com Anália Timbó da Vidança Cia. de Dança (CE)
Local: Theatro José de Alencar - Anexo/ Sala CENA
17 às 18h - Mostra de Vídeo
Local: Alpendre/ Praia de Iracema
17h - Au bord des Métaphores, de Rachid Ouramdane, Julie Nioche e outros (França)
Local: Salas superiores do Memorial/ Centro Dragão do Mar
18:30h - MC + Hum. Um Canto pro Nobis, de Carlos Dos Santos (CE)
Receita, de Rui Moreira (MG)
Local: Teatro Dragão do Mar
21h - Wall dancin' wall fuckin', de Alain Buffard e Régine Chopinot (França)
Local: Centro de Convenções

QUINTA - 06/11
10 às 13h - Oficina Nova Dança, com Adriana Grechi do Núcleo Artérias Nova Dança (SP)
Local: Theatro José de Alencar - Anexo/ Sala CENA
14 às 17h - Mesa-redonda Produção e Circulação em Dança, com Sérgio Sobreira (Fundação Cultural da Bahia), Dora Leão (Prod. Executiva do Núcleo Artérias Nova Dança) e Valéria Pinheiro (Dir. e Coreógrafa da Cia. Vatá). Mediador: Ernesto Gadelha.
Local: Alpendre/ Praia de Iracema
17 às 18h - Mostra de Vídeo
Local: Alpendre/ Praia de Iracema
17h - Au bord des Métaphores, de Rachid Ouramdane (França)
Local: Salas superiores do Memorial / Centro Dragão do Mar
18h30 - Espaço Vazio, da Cia. ETRA de Dança Contemporânea (CE)
Mangue: Memórias da Pele, da Vidança Cia. de Dança (CE)
Local: Teatro Dragão do Mar
20h - Maracatus e Orquestra Eleazar de Carvalho (CE)
Local: Praça Verde - Centro Dragão do Mar

SEXTA - 07/11
9 às 12h - Oficina Sapateado Contemporâneo, com Valéria Pinheiro (CE)
Local: Theatro José de Alencar - Anexo/ Sala CENA
14 às 17h - Palestra Dança e Novas Mídias, com Armando Menicacci (França)
Local: Alpendre/ Praia de Iracema
17 às 18h - Mostra de Vídeo
Local: Alpendre/ Praia de Iracema
18h30 - 3 x FIN Novembre, de Rachid Ouramdane e Julie Nioche (França)
Local: Teatro Dragão do Mar
21h - Artérias.2, do Núcleo Artérias Nova Dança (SP)
Local: Praça Verde/ Centro Dragão do Mar
23h - Bagaceira, a Dança dos Orixás, da Companhia Vatá (CE)
Local: Teatro Boca Rica

SÁBADO - 08/11
14 às 17h - Palestra: Políticas Públicas para a Dança, com Helena Katz (SP)
Local: Alpendre/ Praia de Iracema
17 às 18h - Mostra de Vídeo
Local: Alpendre/ Praia de Iracema
18h30 - De-Vir, de Fauller (CE)
Local: Teatro Dragão do Mar
19h30 - Valéria Pinheiro, solo (CE)
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho/ Centro Dragão do Mar
20h - Festival Hip Hop (CE)
Local: Palco sob o Planetário do Centro Dragão do Mar
20h - Dançando nas Alturas, da Cia. de Danças Populares de Tuparetama (PE)
Local: Praça Almirante Saldanha/ Centro Dragão do Mar
21h - Desatino do Norte, Desatino do Sul, do Balé da Cidade de São Paulo
Local: Praça Verde/ Centro Dragão do Mar
23h - Versão: Ao Vivo, de Peter Dietz e DJ Dolores (Dinamarca e PE)
Local: Teatro Boca Rica
24h - Festa com DJ Dolores e DJs cearenses
Local: Ritz Café/ Praia de Iracema

DOMINGO - 09/11
17h - Desatino do Norte, Desatino do Sul e Divinéia, do Balé da Cidade de São Paulo
Local: Conjunto Palmeiras
17h - Dançando nas Alturas, da Cia. de Danças Populares de Tuparetama (PE)
Local: Praça Verde/ Centro Dragão do Mar
18h - Mostra Risco Inicial, com novos coreógrafos cearenses
Local: Teatro Dragão do Mar
18h - Reisado Cipó dos Anjos (Quixadá)
Local: Praça Almirante Saldanha/ Centro Dragão do Mar
20h - May B, de Maguy Marin (França)
Local: Theatro José de Alencar

PROGRAMAÇÃO DO INTERIOR

SOBRAL
SEGUNDA - 10/11
Das 15 às 16h30 - Oficina de balé clássico, com Flávio Sampaio
18h - Reisado de Cipó dos Anjos, do Grupo Folclórico de Quixadá
20h - Desatino do Norte, Desatino do Sul, do Balé da Cidade de São Paulo (SP)
Local: Arco Nossa Senhora de Fátima

TERÇA - 11/11
15h - Oficina de dança contemporânea, com Ricardo Freire
19h30 - Jangurussu, da Edisca Cia. de Dança (CE)
Local: Arco Nossa Senhora de Fátima

QUARTA - 12/11
Das 15 às 16h30 - Oficina de dança contemporânea, com Valéria Pinheiro
19h30 - Bagaceira, a Dança dos Orixás, da Companhia Vatá (CE)
Local: Arco Nossa Senhora de Fátima

QUIXADÁ
QUARTA - 12/11
18h - Cia de Danças Populares de Tuparetama (CE)
19h - Desatino do Norte, Desatino do Sul, do Balé da Cidade de São Paulo (SP)
Local: Praça João de Barros

QUINTA - 13/11
19h - Bagaceira, a Dança dos Orixás, da Companhia Vatá (CE)
Local: Praça João de Barros

PARACURU
SÁBADO - 15/11
20h - Bagaceira, a Dança dos Orixás, da Companhia Vatá (CE)
Local: a confirmar

ICAPUÍ
DOMINGO - 16/11
18h - Bagaceira, a Dança dos Orixás, da Companhia Vatá (CE)
Local: Praça Central Adauto Róseo

SERVIÇO
IV Bienal de Dança do Ceará
- De 4 a 16 de novembro. Ingressos para os espetáculos em Fortaleza: 1 kg de alimento não-perecível, para a campanha Natal Sem Fome. Mais informações: (85) 264.7230.
Endereços:
Alpendre Casa de Arte, Pesquisa e Produção - rua José Avelino, 495 - Praia de Iracema. Info.: 3081.0167
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema. Info.: 488.8600
Centro de Convenções Édson Queiroz - Av. Washington Soares, 1141 - bairro Édson Queiroz
Teatro Boca Rica - rua Dragão do Mar, 260 - Praia de Iracema
Theatro José de Alencar - rua Liberato Barroso, s/n - Centro). Info.: 452.1581
Ritz Café - rua Dragão do Mar, 308 - Praia de Iracema. Info.: 219.2184

O Povo/NoOlhar.com.br)

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