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18/11/2003
A cantora lança disco de regravações nostálgicas e escreve autobiografia, sem reparar na crítica MARTHA MENDONÇA Já está nas lojas o 28º disco de Gal Costa, Todas as Coisas e Eu. Como nos últimos anos, o novo trabalho traz apenas regravações - desta vez de clássicos do cancioneiro brasileiro, como "Nervos de Aço", de Lupicínio Rodrigues, "Ave Maria no Morro", de Herivelto Martins, e "Folhas Secas", de Nelson Cavaquinho. Musa do tropicalismo, movimento que mudou a música e a cultura brasileiras nos anos 60, e intérprete de canções inéditas que fizeram a história dos anos 80, a cantora parece ter cansado de inventar. "Não é por ter músicas inéditas que o CD vai ser melhor", afirma. A opção não é, segundo a própria Gal, decorrente da falta de bons compositores. Ela cita Lenine, Chico César e Marcelo Camelo como expoentes da nova safra. Por que não os grava? "Não estava a fim", justifica. A cantora acredita que as canções do CD, embora consagradas, ganham "cara nova" com suas interpretações - apesar dos arranjos excessivamente tradicionalistas, de produção simples. Desde 2003, quando gravou O Sorriso do Gato de Alice e causou polêmica no show em que mostrava os seios, dirigida por Gerald Thomas, Gal tem preferido não arriscar. Discos à parte, sua vida tem sido correr o mundo com shows de bossa nova. No pouco tempo que passa no Brasil, em sua casa em Salvador, esboça no computador sua autobiografia. "São trechos perdidos, sem cronologia, mas um dia vou chamar alguém para organizar e publicar", diz. A cantora, pelo jeito, tem gostado de trabalhar com a memória. "Não acho que eu tenha qualquer obrigação de inovar. Minha essência é cantar", jura. (© Época) Visite o site oficial de Gal Costa
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