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No jogo da memória

05-06-2008

Zélia Gattai com Jorge Amado
 

A anarquista Zélia Gattai desconfia do governo, exalta ACM e escreve livro sobre os últimos dias do escritor Jorge Amado

LUÍS ANTÔNIO GIRON

   A escritora Zélia Gattai adquiriu há poucos meses um hábito inusitado: jogar sinuca para se distrair, sozinha ou na companhia de amigos. Ela ganhou uma mesa de bilhar de presente do filho no último Natal. 'Quando encaçapo uma bola, fico na maior felicidade!', brinca, em entrevista a ÉPOCA. A viúva de Jorge Amado faz questão de declarar que continua no jogo e o feltro verde é um modo de encontrar o marido. Ela não gosta que a chamem de 'senhora'. Mantém uma agenda cheia e, apesar da tristeza da perda de seu grande amor, em agosto de 2001, exibe entusiasmo invulgar para uma dama de 88 anos. Acaba de lançar o 14º livro em 25 anos de carreira, Memorial do Amor (Record, 144 págs., R$ 29,90), viaja com alguma regularidade para o Rio de Janeiro, para participar das reuniões da Academia Brasileira de Letras - onde ocupa, há dois anos, a cadeira no 23, que pertenceu a Amado. Sua posse como 'imortal' lhe rendeu críticas violentas (sobretudo por parte de seu concorrente, o jornalista Joel Silveira, que a acusou de não saber escrever), mas a escritora jura que não se abalou.

   Zélia enfrentou golpes piores. Como no final de 2003, quando, por insistência dos filhos, Paloma e João Jorge, mudou-se da lendária Casa do Rio Vermelho, na Rua Alagoinhas, 33, em Salvador, onde viveu com Amado aqueles que ela considera os 40 anos mais felizes de sua vida. A antiga residência serve como tema do novo livro, uma espécie de continuação de A Casa do Rio Vermelho (1999), com histórias de pessoas, animais e casos que aconteceram lá. Atualmente, Zélia mora sozinha num amplo apartamento a cinco minutos da casa, no bairro de Brotas, com vista para o mar. Ali, joga sinuca e dorme ao lado de Fadul, o cachorro pug de estimação, 'para sentir que há alguém vivo perto de mim'. Amigos, filhos, netos e bisnetos estão sempre por perto e ela já se habituou ao novo cotidiano. Filha de anarquista e viúva impenitente de um comunista histórico, Zélia critica nesta entrevista o governo Lula e prevê o retorno triunfal à cena política de Antonio Carlos Magalhães, seu velho amigo. A autora ainda conta como está convertendo o velho solar do Rio Vermelho num museu, o Memorial Jorge Amado.

ZÉLIA GATTAI

Márcio Lima/ÉPOCA

Nascimento
Em São Paulo (SP), no dia 2 de julho de 1916

Casamento
Casou-se aos 20 anos com o intelectual e militante Aldo Veiga. Aos 29, casou-se com o escritor e militante Jorge Amado

Carreira
Estreou com o livro de memórias Anarquistas, Graças a Deus (1979). Outros títulos: Um Chapéu para Viagem (1982) e Senhora Dona do Baile (1984)

ÉPOCA - Como você reagiu aos ataques de Joel Silveira a sua posse na ABL?
Zélia Gattai
- Fiquei sabendo pelos jornais, mas não dei a mínima bola para ele. Antes de virar escritora, eu já freqüentava informalmente a Academia. Jorge Amado foi acadêmico por 40 anos. Nesse meio-tempo, convivi com toda aquela gente, fizemos bons amigos entre os acadêmicos. Quando posso, vôo ao Rio para participar do chá das quintas-feiras. Há muitas reuniões e atividades interessantes por lá.

ÉPOCA - Entre seus novos passatempos figura a sinuca. Como o jogo apareceu em sua vida?
Zélia
- Sempre gostei de jogar, especialmente baralho. Em 1950, eu e Jorge, no exílio político, nos hospedamos por algumas semanas no Castelo dos Escritores, nos arredores de Praga, mantido pelo governo tchecoslovaco. Era um palácio de antigos nobres, muito luxuoso. Jorge, muito curioso, saiu à procura de novidades pelos corredores. Ele achou, por exemplo, um baú cheio de roupas de festa de nobres. Nós e os escritores comunistas que faziam parte do programa nos vestimos com aqueles trajes, imaginando ser príncipes e princesas. Tiramos fotos divertidíssimas da ocasião e ainda as guardo comigo. Jorge terminou abrindo um salão no fundo de um corredor e achou uma mesa de bilhar. Todo o mundo se divertiu jogando. Mencionei a lembrança ao meu filho e ele resolveu me dar de presente de Natal uma mesa completa de bilhar. Agora jogo para me distrair. Quando encaçapo uma bola, fico na maior felicidade!

ÉPOCA - Por que você saiu da Casa do Rio Vermelho?
Zélia
- Com a morte de Jorge, em agosto de 2001, suas cinzas foram enterradas debaixo da mangueira, que fica praticamente dentro da casa. Então fiquei eu sozinha com o Jorge ali. E a casa imensa, que construímos juntos e onde passamos a morar em 1961. Foi um processo desgastante, além do que a casa é procurada o tempo todo por turistas. Eu tinha de atender a porta e receber os visitantes. E nunca fui de negar uma visita, é contra a minha natureza. É uma curiosidade natural das pessoas visitar a casa de um grande escritor. Eu não queria ir embora de um lugar em que eu vivi meus melhores anos, mas meus filhos me convenceram de que seria melhor. A casa precisava (e ainda precisa) de uma reforma grande no telhado e no piso. Concluímos todos que ela deveria virar um museu. E surgiu a idéia do Memorial Jorge Amado. Fizemos uma festa de despedida da casa emocionante no ano passado. Todos os amigos de Jorge compareceram. Uma festança.

ÉPOCA - Como será o museu?
Zélia
- Deverá se converter no memorial da casa em que o escritor viveu e escreveu parte de sua obra. Mais ou menos como os museus de Gilberto Freyre no Recife e de Câmara Cascudo em Natal e a casa de Victor Hugo em Paris. Vou deixar tudo como era: os móveis, as máquinas de escrever que usou e os óculos do Jorge, a televisão, as cerâmicas e as obras de arte todas. Jorge nunca teve medo de carregar grandes volumes nas viagens. Ele se apaixonava por um objeto e logo este se tornava essencial. Em Paris, gostou de um pato de madeira pesadíssimo. E me disse: 'Sem este pato a minha vida não terá mais a mínima significação!'. Trouxe outros objetos curiosos de todas as partes do mundo e eles vão estar expostos, além de documentos e manuscritos. Tem até um frasco com um gargalo em forma de olho, que compramos num bazar do Irã. O vendedor nos disse que era usado para a mulher depositar as lágrimas durante a ausência do marido. Ao voltar, o frasco seria ofertado ao homem - transbordante de lágrimas ou mesmo de salmoura, quando a mulher queria disfarçar. O memorial vai contar com eventos, como a visita dos personagens criados por Jorge, interpretados por atores.

ÉPOCA - Quando o museu será aberto?
Zélia
- No início de 2005, se as parcerias com a iniciativa privada forem fechadas. Estamos à procura de parceiros. Ainda não sei se haverá participação do governo. Será uma associação privada sem fins lucrativos. A papelada para a criação do memorial está toda atrasada.

ÉPOCA - O ministro da Cultura, Gilberto Gil, não poderia colaborar com o memorial?
Zélia -
Gil é um bom amigo, mas não sei se ele vai se interessar.
 

ÉPOCA - Como você vê a gestão de Gilberto Gil?
Zélia
- Eu duvidava que ele fosse conciliar a carreira artística com a administração federal, mas me surpreendeu. Outro dia eu assisti a um show dele na Odebrecht e notei como ele continua mantendo seu extraordinário talento musical. E está se dando bem na área cultural.

ÉPOCA - Qual é sua avaliação do governo Lula?
Zélia
- Ainda estou esperando por alguma coisa. O PT se transformou num partido forte. O presidente Lula é um homem forte, valente e decidido. Infelizmente, ele depende dos partidos que o apóiam. Existe em Brasília uma luta política cujas conseqüências ignoro porque não sou especialista em política. Eu esperava que tudo iria melhorar. Mas até agora Lula não fez nada, nem de ruim, nem de bom.

ÉPOCA - A derrota do candidato do PFL ao governo do Estado da Bahia representa o despedida política de Antonio Carlos Magalhães?
Zélia
- Acho que não. ACM é um verdadeiro patriota. O homem é estourado, mas é muito bom. Ele sempre foi amigo da gente. Fez um bem enorme para a Bahia. Instalou rede de esgotos em milhares de quilômetros na cidade, construiu o Centro Administrativo, entre outras coisas. Quando vi a reforma que ele fez no Pelourinho, fiz questão de dizer a ele: 'Você me fez acreditar em milagres!'.

ÉPOCA - Jorge Amado mudou radicalmente a forma de escrever com Gabriela, Cravo e Canela (1958). O texto ficou menos engajado e mais folclórico. Isso não indicou um desencanto com a utopia socialista?
Zélia
- Jorge sempre teve um pensamento e nunca o mudou - eu também, e não foi por outro motivo que nosso casamento deu tão certo. Apenas ele resolveu racionalizar seu tempo para se dedicar exclusivamente à literatura. A política do Partido Comunista lhe roubava o tempo. Ele sempre acreditou no socialismo com democracia. Para ele, como para mim, os regimes comunistas sem democracia viravam fascistas. Com Gabriela, ocorreu a virada na ficção do Jorge. Foi o momento em que ele separou a literatura da política. Ele nunca foi sectário. Costumava afirmar que existiam homens bons e maus em qualquer facção política.

ÉPOCA - Como você lidou com a atividade intensa de Jorge Amado?
Zélia
- Quando nos casamos, em 1945, eu já tinha 29 anos, era fotógrafa, gostava de dançar tango e de festas. Jorge me converteu em sua revisora e datilógrafa. Jorge me pedia sugestões de nomes para personagens italianos. E ele não sabia fazer uma porção de coisas: não dançava, não assobiava, não cantava, não dirigia, não mexia na televisão, não trocava lâmpada nem usava chave de fenda. Depois descobri que ele fingia não saber das coisas por pura malandragem e comodismo. Jorge se concentrava na escrita. Ele só escrevia à máquina, com os dois dedos indicadores - e muitas vezes eles ficavam em carne viva. Quando apareceu o computador, não usou. Ele queria ouvir o barulho das palavras.

ÉPOCA - Seu marido deixou muitos textos inéditos?
Zélia
- A correspondência dele é vasta. Estou organizando as centenas de cartas que ele me mandou, e elas poderão virar um livro. Se o Jorge tivesse alcançado a internet e o e-mail, não teria deixado tantas cartas. Ao morrer, estava escrevendo um romance intitulado Bóris, o Vermelho. Contava a história de um rapaz ruivo que sofria as maiores perseguições durante as ditaduras por que passou o Brasil só por causa do nome e do cabelo. Pena que deixou apenas um capítulo - e recomendou que os esboços não viessem jamais à luz.

ÉPOCA - Quais foram as últimas palavras de Jorge Amado?
Zélia -
Ele morreu calado. Já não falava mais. Ficou deprimido com a doença degenerativa na retina, que impedia que ele fizesse as duas coisas de que mais gostava: ler e escrever. Muitas vezes eu o testava para ver se reagia. Nunca perdeu a lucidez. Às vezes ele parecia fora do mundo. Eu o convidava para uma partida de cartas e, surpresa, ele jogava comigo. Certa ocasião, já nos seus últimos momentos, me aproximei dele para tirar uma dúvida. Ele escreveu que eu é que o tinha beijado pela primeira vez. Para mim era mentira deslavada, mas quis confirmar. Jorge, quem é que beijou quem primeiro? Ele já não falava, mas pousou o dedo nos meus lábios e sorriu. Era mentira. Ele estava brincando.

ÉPOCA - Quem beijou quem primeiro, afinal?
Zélia
- Ninguém. Nos beijamos ao mesmo tempo!

ÉPOCA - Você conseguiu se recuperar da falta dele?
Zélia
- Não. Procuro levar a vida como ele gostaria que eu a levasse: com tranqüilidade, sem me aborrecer, me ocupando. Mas sinto a falta dele.

ÉPOCA - Memorial do Amor é quase um guia para o futuro museu.
Zélia
- É um roteiro sentimental, mas também memórias não contadas em outros livros. Volto ao passado por meio da escrita. Memorial do Amor conta a história de objetos, animais e pessoas que conviveram com a gente na casa.

ÉPOCA - Quais os projetos literários?
Zélia
- Desejo ainda fazer romances e estou escrevendo memórias sobre os últimos momentos da vida de Jorge Amado. Vivemos situações dramáticas. Jorge era ateu e não acreditava em soluções medicinais heterodoxas, embora freqüentasse os terreiros de candomblé como obá de Xangô. Justificava a contradição assim: 'O meu materialismo não me limita'. Mas fui eu que saí à procura delas, porque quando a gente está desesperado recorre a todo tipo de recurso. Fui a 'provadora do rei': testei todos os tratamentos antes em mim para ver se iriam funcionar no Jorge. O livro já tem até um título provisório: Entre o Céu e a Terra. Continuo no jogo da vida.

Revista ÉPOCA)


A vida e a obra de Zélia Gattai


 

Epoca/Epoca  
Zélia e Jorge Amado (foto do livro ''Memorial do Amor'')

   Filha e neta de imigrantes italianos, Zélia Gattai, memorialista, romancista e fotógrafa, nasceu em São Paulo, SP, no dia 2 de julho de 1916. É filha de Angelina Da Col e Ernesto Gattai, ambos italianos. Seu pai fazia parte do grupo de imigrantes políticos que chegou ao Brasil no fim do século XIX, para fundar a célebre "Colonia Cecília" - tentativa de criar uma comunidade anarquista na selva brasileira. A família de sua mãe, católica, veio para o Brasil após a Abolição da Escravatura para trabalhar nas plantações de café, em São Paulo.

   Aos vinte anos, casou-se em São Paulo com o intelectual e militante do Partido Comunista, Aldo Veiga, com quem teve seu primeiro filho, Luiz Carlos. O casamento a aproximou de renomados intelectuais: Oswald de Andrade, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Rubem Braga, Vinicius de Moraes, entre outros. Em 1938, seu pai, Ernesto Gattai, foi preso pela Polícia Política e Social de São Paulo, durante o Estado Novo, o que fez Zélia se tornar cada vez mais atuante na vida política.

   Em 1945, separou-se de seu primeiro marido e conheceu Jorge Amado, durante o I Congresso de Escritores. Após um período de trabalho, militância e flerte, Jorge confessou seu amor por Zélia e os dois decidiram viver juntos. No ano seguinte, mudaram-se para o Rio de Janeiro, após o ingresso de Jorge na Assembléia Constituinte. Em 1948, Jorge e Zélia foram exilados e viveram na Europa por cinco anos. Nesse ínterim, nasceu Paloma, segunda filha do casal, natural de Praga. Neste período, o casal participou intensamente da vida cultural européia, ao lado de personalidades como Pablo Neruda, Nicolás Guillén, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Paul Éluard, Picasso, Fréderic Curie.

   No início da década de 1960, o casal mudou-se para Salvador, Bahia, bairro do Rio Vermelho. Em 1978, Jorge e Zélia, após 33 anos de vida em comum, oficializaram a união.

Epoca/Epoca  
Jorge e Dorival Caymmi (foto do livro ''Memorial do Amor'')

   Um ano após a mudança para a Bahia, aos 63 anos, Zélia lançou seu primeiro livro, o romance Anarquistas, graças a Deus, um relato da vida dos imigrantes italianos na São Paulo do começo do século. Filha de imigrantes italianos que chegaram a São Paulo no começo do século, Zélia conta histórias da sua família, composta por anarquistas que pregavam a fundação de uma sociedade sem leis, sem religião ou propriedade privada, em que mulheres e homens tivessem os mesmos direitos e deveres. Como pano de fundo, a descrição do cotidiano de uma cidade em desenvolvimento.

   Em 1982, Zélia publicou Um chapéu para viagem, no qual conta histórias sobre o fim da Segunda Guerra Mundial, a queda da ditadura Vargas, a anistia dos presos políticos, a redemocratização do país. Senhora dona do baile, o terceiro livro, tem como cenário dois mundos separados por uma cortina de ferro e apresenta a seus leitores algumas das personagens mais importantes da História deste século.

   Seu quarto livro, Jardim de Inverno, reúne recordações do exílio e do continente europeu dividido em leste e oeste. A obra recebeu o Prêmio Destaque do Ano e acabou gerando um convite para uma visita à Rússia de Gorbatchev e sua mulher Raissa. Crônica de uma namorada, publicado em 1995, embaralha personagens reais e fictícios para contar as experiências e emoções de uma adolescente que descobre, na São Paulo dos anos 1950, o amor.

   Para o público mais jovem, dois livros: Pipistrelo das Mil Cores e O segredo da Rua 18.

Epoca/Epoca  
Jorge e Caetano Veloso (foto do livro ''Memorial do Amor'')

   Em 1999, Zélia lançou A casa do Rio Vermelho, coletânea das memórias do casal e da casa em que viveram durante 21 anos. Neste período, freqüentaram a sala de visitas do casal Gattai-Amado os mais ecléticos convidados do Brasil, Europa e América, desde Pablo Neruda até Antonio Carlos Magalhães. Em 2000, lançou Cittá di Roma e em 2001 Códigos de família.
 

   Em 7 de dezembro de 2001, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Jorge Amado, na Cadeira nº. 23, que tem como patrono José de Alencar.

   Em Memorial do Amor, seu novo livro, Zélia resgata novas memórias de sua vida ao lado de Jorge Amado na casa do Rio Vermelho. Ao lado de Jorge, Zélia viveu 56 anos. Destes, 40 o casal passou na Bahia. Juntos procuraram, compraram e moraram na famosa casa por onde passaram algumas das mais significativas personalidades do século XX. Depois da morte de Jorge, Zélia achou que não fazia mais sentido ficar ali e decidiu abrir a casa para a legião de amigos e admiradores do escritor baiano. A casa do Rio Vermelho será transformada num museu.

Prêmios recebidos

Prêmio Dante Alighieri (1980). Prêmio Revelação Literária, concedido pela Associação de Imprensa (1980). Diploma de Sócia Benemérita da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Placa "As dez mulheres mais bem sucedidas do Brasil" pela Mac Keen (1980). Título de Sócia Benemérita do Clube Baiano da Trova (1981). Título de Cidadã Honorária da Cidade de Salvador, Bahia, concedido pela Câmara Municipal da Cidade (1984). Título de Cidadã Honorária da Cidade de Mirabeau (1985). Título no grau de Grande Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique, concedido pelo governo português (1986). Homenagem da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel que lhe concede o diploma de Madrinha dos Trovadores. Medalha do Mérito Castro Alves, da Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia (1987). Diploma de Reconhecimento do Povo Carioca pelos relevantes serviços prestados à Cultura e ao Turismo, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Prêmio Destaque do Ano (1988). O Conselho Nacional da Mulher a declara eleita A Mulher do Ano (1989). Diploma de Magnífica Amiga dos Trovadores Capixabas, Espírito Santo (1991). Comenda das Artes e das Letras dada pela ministra da França, Caterine Trautmann (1998). Comenda Maria Quitéria pela Câmara Municipal de Salvador (1999). A criação e instituição da Fundação de Cultura e Turismo Zélia Gattai, pela Prefeitura de Taperoá (2001).

Revista ÉPOCA)

 

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