|
05-06-2008
Grupo pernambucano lança o DVD Propagando na abertura o Festival de
Circo do Brasil. Evento vai reunir a nata da arte circense na Fábrica
Tacaruna A produção de artes cênicas parece que guardou todo o fôlego para gastar de uma vez só no fim do ano. Depois da maratona do Festival Recife do Teatro, e apenas 12 dias antes do Festival de Bonecos, começa hoje outro evento de grande porte: o Festival de Circo do Brasil. Grandes nomes do circo mundial e nacional apresentam-se, de hoje a 5 de dezembro, na Fábrica Tacaruna, para o deleite de adultos e crianças. A noite de abertura traz um convidado especial, a banda Nação Zumbi, que lança em casa o primeiro DVD da carreira, Propagando. A obra comemora os 10 anos da NZ e consolida o trabalho da banda na gravadora Trama. Desde setembro, quando o DVD foi anunciado pelo grupo, o público pernambucano aguarda a vinda de Jorge Du Peixe, Pupilo, Lúcio Maia, Dengue e Gilmar Bola 8. Então, a promessa é de que a lona seja pequena para todos os fãs. É bom esclarecer que a apresentação de hoje não é exatamente a mesma do show gravado no DirecTV Hall, em São Paulo, pois a banda tirou algumas músicas do repertório. Antes de a galera do Nação mandar ver no som, o festival tem uma abertura mais solene, só para convidados. Está sendo esperado o presidente da Funarte, Antônio Grassi, e o ator e diretor Hugo Possolo. O professor Ariano Suassuna, ministrando palestra, e o grupo Corto Ciquito, da Espanha, são as atrações da abertura, que começa às 19h30. MUNDO CIRCENSE – Esta é a edição de estréia do Festival de Circo do Brasil, mas não é exatamente o primeiro evento do gênero que é realizado no Recife. No ano passado, a mesma equipe que promove a mostra realizou, em conjunto com a turma do Festival Mundial de Circo de Belo Horizonte, um evento similar. A novidade é que este ano o festival desligou-se do primo mineiro e ganhou uma versão totalmente idealizada pela Luni Produções. A independência trouxe mudanças bastante significativas ao festival: não há mais mostra competitiva, em vez de números isolados, o público vai conferir espetáculos completos, e a parte de formação foi ampliada, com cursos e palestras. “O módulo fomento, como chamamos a parte das oficinas ministradas pelas escolas sociais, está mais elaborado para atender às necessidades dos artistas do Nordeste. Estamos oferecendo seis oficinas e, durante a semana, vamos receber três mil crianças de escolas da rede pública”, salienta a produtora Danielle Hoover. A meta dos organizadores é ampliar o público do ano passado, fechado em 30 mil pessoas. “A estrutura para o público está melhor este ano. Ano passado, utilizamos cadeiras, agora construímos arquibancadas. E a Grande Lona, onde serão apresentados os espetáculos inteiros e o show da Nação, não é um picadeiro, possui um palco de verdade”, revela Danielle. A Grande Lona a que se refere a produtora é o espaço maior da Cidade da Alegria, como foi batizada a área da Fábrica Tacaruna. Completam o complexo a Lona do Riso e um espaço aberto, que levou o sugestivo título de Tomara que Não Chova (para espetáculos aéreos). Depois da Nação Zumbi, a Grande Lona será ocupada pelos grupos Intrépida Trupe (RJ), Circo Girassol (RS) e Circos Fractons (SP). O primeiro estréia amanhã, às 21h, no evento, e é talvez o mais famoso do País quando o assunto é circo. Fundado há 18 anos, o Intrépida extrapolou os limites da arte circense por realizar espetáculos em que a dramaturgia tem um papel fundamental. Circo, teatro e dança compõem o espetáculo 1.000 Nomes, que eles mostram amanhã e domingo. O grupo Circos Fractons, de São Paulo, adiciona artes plásticas e música à mistura de circo e teatro, o chamado ‘novo circo’. A companhia coloca em cena 15 artistas especializados em várias modalidades circenses, que vestem figurinos assinados por ninguém menos que Jum Nakao. A proposta é vestir os artistas com peças que nem de longe lembrem o mundo circense. Urbes, nome do espetáculo que eles estréiam no dia 3 de dezembro (próxima sexta-feira), é um ensaio sobre a cidade e sua loucura: multidão, velocidade, urbanização e poluição são os pilares da montagem. Personagens tradicionais do mundo circense – bailarina, palhaço – aparecem em números isolados, com performances aéreas e de lira (variação circular do trapézio). Os palhaços gaúchos do Circo Girassol são a atração do último dia do evento, o domingo 5 de dezembro. Também adeptos do chamado ‘novo circo’, os integrantes atuam juntos há cinco anos e trazem para a capital pernambucana sua quarta produção: Circo Eletrônico. O Festival de Circo do Brasil é realizado com apoio da Lei Rouanet, Petrobras, Banco Popular do Brasil, Chesf e Correios. O evento foi contemplado ainda no Funcultura, lei de incentivo estadual. Serviço do show: Fábrica Tacaruna, hoje, 22h. Ingressos: 30 e R$ 15 (antecipados), no local e na Via Sports (© JC Online) Arte circense é tema de palestras e livros
O Festival de Circo do Brasil não se resum a espetáculos. Além de oficinas, a atração principal do módulo de fomento, como foram denominadas as atividades da área de formação, o evento vai promover quatro palestras e lançar dois livros. A primeira palestra, a do escritor Ariano Suassuna, será só para convidados, mas as demais serão abertas para o público. No próximo dia 2, às 18h, o papo será com Hugo Possolo, ator e diretor do grupo Parlapatões. Possolo é o representante do circo na Funarte e vai discursar sobre o Circo Nacional. Um dia depois dele, pela manhã, Cléia Silveira analisa as atuações dos grupos circenses nas comunidades por meio do tema Circo Social. À tarde, é a vez de o ator Luiz Carlos Vasconcelos, que desde 1978 vive o Palhaço Xuxu, falar à platéia. Ele debaterá o tema: Um Novo Circo, uma Nova Cena, um Novo Teatro. O festival vai promover ainda o lançamento dos livros O Palco no Picadeiro, do diretor Marco Camarotti (falecido há menos de um mês) e Quatro Textos para um Novo Circo, de Dilmar Messias. (© JC Online) Programação - Festival de Circo do Brasil Sexta 26/11Cidade da Alegria 19:30h Abertura com Palestra de Ariano Suassuna (PE) 20:30h Corto Cirquito (Espanha) Grande Lona Sábado 27/11 Grande Lona Domingo 28/11 Grande Lona Segunda-feira 29/11 Terça-feira 30/11 Quarta-feira 01/12 Quinta-feira 02/12 Sexta-feira 03/12 Grande Lona Sábado 04/12 Grande Lona Domingo 05/12 Grande Lona (© JC Online) Festival também terá exposição, palestras e lançamentos de livros ExposiçãoO artista plástico Guilherme Pires, que trabalhou com Teatro de Bonecos durante 20 anos, expõe 35 peças (palhaços) em porcelana. A mostra, promovida pela JR Malabares, fica em cartaz durante todo o Festival, na área interna da Fábrica Tacaruna.
Palestras – Mesas Redondas Lançamento de Livros (© JC Online)
|
||||||||
|
||||||||
© NordesteWeb.Com 1998-2004