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O Baú do Raul Revirado faz um apanhado
das músicas, entrevistas e pensamentos do cantor baiano e ainda traz uma
surpresa: um CD com gravações nunca divulgadas
Roberta Pennafort
Rio de
Janeiro - Para os antigos e também os novos
aficionados pela obra do cantor baiano Raul Seixas, está sendo lançado O
Baú do Raul Revirado, livro-projeto que faz grande apanhado de suas
músicas, entrevistas, pensamentos, fotografias e desenhos. E inclui uma
surpresa: um CD com seis gravações nunca divulgadas.
Idealizado por Kika Seixas,
ex-mulher de Raul, o livro sai pela Ediouro, no ano em que ele completaria
60 anos. O material foi organizado pelo jornalista Silvio Essinger, a partir
dos acervos de Kika e de Sylvio Passos, fundador, em 1981, do primeiro
fã-clube oficial, o Raul Rock Club. O resultado foi o mais completo e
elaborado retrato do que Raul pensava, de como encarava a vida, a música, as
adversidades. Desde a infância, na Bahia, à morte, em 1989, em São Paulo. As
232 páginas têm de tudo: a paixão pelo rock, as mulheres, os excessos, o
álcool, a doença, o misticismo, a utopia.
A fonte é a mesma de onde saiu, em
1992, O Baú do Raul, um diário pessoal que reuniu contos, textos e
poemas de Raul. Agora, além das fotografias, reportagens e trechos de
cadernos pessoais dispostos de forma cronológica, somam-se alguns trechos
dos livros As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor, editado no
começo dos anos 80 pelo parceiro Paulo Coelho, e Raul Rock Seixas,
lançado em 1995 por Kika Seixas.
A maior parte do material que
ilustra o “baú revirado” não entrou na primeira versão. Desta vez, o leitor
tem a oportunidade de conhecer rascunhos e manuscritos de alguns de seus
maiores sucessos, como Gita, Sociedade Alternativa e Tente
Outra Vez. Os 21 discos lançados em vida receberam críticas de Silvio
Essinger. Os comentários aparecem junto a depoimentos de artistas que
trabalharam com o cantor, como Nelson Motta, Marcelo Nova e Paulo Coelho.
Para Essinger, o espírito de Raul está no livro. “A gente queria mostrar a
cabeça do Raul. O clichê do ‘maluco beleza’, da ‘metamorfose ambulante’ pode
acabar dando a impressão de que ele era um chato. E isso é tudo que ele não
era”, diz.
O CD encartado inclui seis
músicas: uma gravação caseira de Tutti-Frutti feita na casa da
família de Raul, em 1964, quando ele tinha 18 anos; outra, de Eu Sou
Egoísta, de 1975; as inéditas Angel e Lena, ambas de 1988;
e dois registros de um show de 1981, em São Paulo, em que ele canta
Brazilian Rock e Manifesto Sociedade Alternativa. O livro custa
R$ 44,90.
(©
estadao.com.br)
Moacir Santos em show no Rio

O exílio voluntário foi longo e, após quase quatro décadas vivendo e
trabalhando nos Estados Unidos, a presença do compositor, saxofonista e
arranjador Moacir Santos tem sido cada vez mais freqüente no Brasil. A
atual temporada do maestro que renovou a linguagem da harmonia no país
está chegando ao fim, mas, antes de voltar para Los Angeles, onde mora,
Moacir lança hoje e amanhã, na Sala Cecília Meireles, às 20h, o CD
Choros & Alegria (Biscoito Fino), com a Banda Ouro Negro. O álbum é o
terceiro produzido pela dupla Mário Adnet (violonista) e Zé Nogueira
(saxofonista), que criou a Banda Ouro Negro para reapresentar ao Brasil as
composições de Moacir. Nos shows serão lançados também três songbooks com
a maior parte de sua obra. Distribuídos pela Jobim Music, os livros também
foram concebidos pela dupla.
Impedido de tocar por conta de seqüelas de um derrame,
há dez anos, o compositor entra no show cantando Felipe. Há um mês,
durante o lançamento do disco em São Paulo, Moacir emocionou o público ao
tirar a mulher, Cleonice - inspiração para várias composições - para
dançar, ainda no palco.
Para comemorar o aniversário de 80 anos de Moacir
Santos, em 26 julho d e 2006, Mário Adnet e Zé Nogueira planejam reeditar
os três discos que o músico lançou nos Estados Unidos, pela gravadora Blue
Note, ainda inéditos no Brasil.
Moacir Santos tornou-se conhecido nos anos 60, como
maestro da Rádio Nacional, no Rio, onde chegou em 1948 e foi trabalhar na
gafieira Clube Brasil Danças, como saxofonista, arranjador e maestro.
Precoce, tocava vários instrumentos no sertão pernambucano, onde nasceu, e
de onde saiu, ainda adolescente, mundo afora, em busca do sonho da música.
(©
JB Online)
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