Notícias
Homero Fonseca lança livro sobre nomes das cidades de Pernambuco

11/06/2008

Viagem ao Planeta dos Boatos é um dos livros já lançados pelo jornalista Homero Fonseca


O escritor e jornalista Homero Fonseca pesquisou durante dois anos a origem dos nomes dos 185 municípios de Pernambuco. O resultado do levantamento: histórias curiosas e cheias de criatividade popular que serão lançadas nesta quarta (06), no livro Pernambucânia.
 
Nos anos em que percorreu as estradas de Pernambuco, seja por motivo de trabalho ou porque morou em várias cidades do interior, Fonseca pesquisou a história e a origem dos nomes dos municípios. “Praticamente inexiste literatura a respeito, há uma lacuna muito grande nisso. O último trabalho foi de Mário Melo, em 1931, e o livro tinha cerca de 70 cidades. M mesmo assim, ele se limitou aos municípios com nomes de origem indígena”, conta o escritor.
 
Fonseca lembra que teve dificuldade para encontrar documentos que registrassem as histórias. Como exemplo, ele lembra Quipapá, cidade na Zona da Mata, onde ouviu de algumas pessoas que o nome é de origem indígena e significaria uma planta. Outras disseram que vem de um dialeto africano e seria refúgio do Quilombo dos Palmares.
 
E ainda existe uma lenda: “Seria o dia em que o diabo vinha pela região com um diabinho nas costas. Os dois caminhando, já cansados, encontraram aquela região muito bonita e o pequeno diabo disse para o diabo grande “aqui, Papá”, e ficaram. Essa é uma versão lendária”, diz ele, entre risadas.
 
Para Homero Fonseca, a cidade mais difícil de ser pesquisada foi Caruaru, que é um nome de origem indígena, mas que, segundo o autor, há diversas explicações para a escolha. A história mais conhecida é de uma doença, chamada caruru, que atacou o gado, mas ainda existem várias outras.
 
“Caruaru é um tipo de lagarto, que é popularmente conhecido como teiú e tem muito na região. Outra explicação é que é também um tipo de planta, caruaru, que seria uma palma muito comum na região. Por fim, ainda há outra explicação, que seria um outro tipo de planta que estaria na margem do rio Ipojuca, uma espécie de bredo chamado caruru e teria se transformou em caruaru”.
 
Uma das histórias mais interessantes encontradas por ele para o livro Pernambucânia foi a de Tamandaré, no litoral sul do estado. “O nome Se refere a um pajé que havia naquela região chamado Tamboiaré e que recebeu de Tupã, que é a divindade dos índios, a tarefa de construir uma barca e colocar toda a família porque viria uma grande inundação naquela região e só eles escapariam. Isso foi feito, Tamandaré escapou e aí ficou famoso como enviado de Tupã”, diz Homero Fonseca.

(© PE 360 Graus)


Com relação a este tema, saiba mais (arquivo NordesteWeb)


powered by FreeFind


Google
Web Nordesteweb